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Tudo que você quer saber sobre Febre Amarela

A Febre Amarela

É uma doença viral aguda causada por um vírus RNA do gênero Flavivirus. Na maior parte dos casos, os sintomas incluem febre, calafrios, perda de apetite, náuseas, dores de cabeça e dores musculares, principalmente nas costas. Os sintomas geralmente melhoram ao fim de cinco dias. Em algumas pessoas, no prazo de um dia após os sintomas melhorarem, a febre regressa, aparecem dores abdominais e as lesões no fígado causam icterícia. Quando isto ocorre, aumenta o risco de insuficiência renal e hepática, podendo levar à morte.

O vírus da febre amarela é transmitido pela picada de um mosquito fêmea infetado. A febre amarela infecta apenas seres humanos, outros primatas e várias espécies de mosquitos. Nas cidades é transmitida principalmente por mosquitos da espécie Aedes aegypti, o mesmo que transmite Dengue, Zika e Chikungunya. Pode ser difícil distinguir a febre amarela de outras doenças, principalmente nos estágios iniciais. Para confirmar um caso suspeito, é necessário analisar o sangue através de reação em cadeia da polimerase (PCR).

Sinais e sintomas

Os sintomas iniciais são inespecíficos como febre, cansaço, mal-estar e dores de cabeça e musculares (principalmente no abdômen e na lombar). A febre amarela caracteriza-se pela ocorrência de febre moderadamente elevada, náuseas, queda no ritmo cardíaco, fadiga e vômito com sangue. A diarreia também surge por vezes. Na maioria dos casos é pouco sintomática manifestando-se com uma infecção subclínica, mas podendo se tornar grave e até fatal.

Mais tarde e após a diminuição da febre, em 15% dos infectados, podem surgir sintomas mais graves, como novamente febre alta, diarreia, convulsões e delírio, hemorragias internas e coagulação intravascular disseminada, com danos e enfartes em vários órgãos, que são potencialmente mortais. As hemorragias manifestam-se como sangramento do nariz e gengivas e equimoses (manchas azuis ou verdes de sangue coagulado na pele). Ocorre frequentemente também hepatite e choque devido às hemorragias abundantes para cavidades internas do corpo. Há ainda hepatite grave com degeneração aguda do figado, provocando aumento da bilirrubina sanguínea e surgimento de icterícia (cor amarelada da pele, visível particularmente na conjuntiva, a parte branca dos olhos, e que é indicativa de problemas hepáticos). A cor amarelada que produz em casos avançados deu-lhe, obviamente, o nome. Podem ocorrer hemorragias gastrointestinais que, comumente, se manifestam como evacuação de fezes negras (melena) e vômito negro de sangue digerido (hematêmese). A insuficiência renal com anúria (déficit da produção de urina) e a insuficiência hepática são complicações comuns. A mortalidade da febre amarela em epidemias de novas cepas de vírus pode subir até 50%, mas na maioria dos casos ocasionais é muito menor, apenas 5 a 10%.

Contaminação

Nas áreas urbanas, o Aedes aegypti é o principal vetor, transmitindo o vírus da febre amarela de 9 a 12 dias após ter picado uma pessoa infectada. Esse intervalo, chamado de período de incubação extrínseca, varia de acordo com a temperatura, sendo menor quanto maior for a temperatura. O período de incubação (entre a infecção do humano e o início dos sinomas) pode ser de 3 a 7 dias.

Prevenção e vacina

Está disponível uma vacina segura e eficaz contra a febre amarela. Alguns países exigem que os viajantes sejam vacinados. Entre outras medidas para prevenir a infeção, está a diminuição da população dos mosquitos que a transmitem. Em áreas onde a febre amarela é comum e a vacinação pouco comum, o diagnóstico antecipado e a vacinação de grande parte da população é essencial para prevenir surtos. A vacina pode ser fracionada ou não fracionada, sendo o período de proteção de aproximadamente 8 anos para a fracionada e a vida toda para a não fracionada.

Tratamento

O tratamento de pessoas infetadas destina-se a aliviar os sintomas, não existindo tratamentos específicos eficazes contra o vírus. A segunda fase da doença, mais grave, provoca a morte de metade das pessoas que não recebem tratamento.
Nesses casos mais graves o tratamento é de suporte hospitalar, as vezes em UTI, e pode ser realizado o transplante de fígado em casos extremos.

Combate ao mosquito

Algumas medidas de combate ao mosquito são:

Utilizar água tratada com cloro (40 gotas de água sanitária a 2,5% para cada litro) para regar plantas.
Desobstruir as calhas do telhado, para não haver acúmulo de água.
Não deixar pneus ou recipientes que possam acumular água expostos à chuva.
Manter sempre tapadas as caixas de água, cisternas, barris e filtros.
Colocar os resíduos domiciliares em sacos plásticos fechados ou latões com tampa.
Não deixar o bico das garrafas para cima.

Relação dos macacos com a Febre Amarela

Os macacos de várias espécies, assim como os humanos, são vítimas da doença, que também pode matá-los, e NÃO SÃO CAUSADORES da doença, como muitos pensam. Não há como vacinar os macacos que vivem em áreas de mata, como fazemos com os humanos, por isso eles correm risco muito maior de serem infectados.

No ciclo silvestre da febre amarela, os macacos são os principais hospedeiros do vírus, mas os vetores, ou seja, aqueles que carregam o vírus e o transmite, são os mosquitos com hábitos estritamente silvestres, que vivem nas matas.

Durante essa fase do ciclo, o ser humano pode se tornar um hospedeiro acidental, quando ele entra em áreas de mata e é picado pelo mosquito que carrega o vírus.

Já no ciclo urbano, ou seja, quando a febre amarela passa a acometer as pessoas, o homem é o único hospedeiro. Ou seja, uma pessoa contaminada é picada pelo mosquito Aedes aegypti, que pode picar outras pessoas e assim a contaminação pode ganhar proporções enormes.

Os macacos servem como sinalizadores da presença do vírus pois geralmente são os primeiros a serem contaminados, nos dando assim a possibilidade de vacinar as pessoas residentes nas regiões onde macacos contaminados são encontados (geralmente mortos pelo vírus). Podemos também realizar campanhas de informação e combate ao mosquito nestas áreas.

Disso tudo a conclusão importante é que OS MACACOS NÃO TEM CULPA E NÃO DEVEM SER MORTOS. Eles são as maiores vítimas da febre amarela e nos ajudam a perceber a presença do vírus em determinadas regiões antes dos casos em humanos aparecerem.

Dr. Leandro Franco

Fonte das informações sobre os macacos: Canal do Pet – http://canaldopet.ig.com.br/colunas/alexandre-rossi/2017-03-18/febre-amarela.html

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Síndrome de Burnout

Você está sem forças? Nada o alegra? Infelizmente pode tratar-se de um problema comum nos dias de hoje e que tem até nome: síndrome de esgotamento ou BURNOUT — ou “queimado” numa tradução livre. A boa notícia é a de que é possível combater esse problema.

A síndrome de burnout é caracterizada por um estado de exaustão física, emocional ou mental que surge devido ao acúmulo de estresse no trabalho, sendo, por isso, muito comum em profissionais que têm que lidar com pressão e responsabilidade constante, como os professores, médicos, policiais ou enfermeiros, por exemplo.

Outros sinais frequentes da síndrome de burnout incluem demorar muito tempo em realizar as tarefas profissionais, assim como faltar ou chegar atrasado muitas vezes ao trabalho. Além disso, quando se tira férias é comum não se sentir prazer durante esse período, voltando para o trabalho com a sensação de ainda estar cansado.

Embora os sintomas mais comuns sejam psicológicos, pessoas que estão sofrendo com síndrome de burnout também podem sofrer frequentemente com dores de cabeça, palpitações, tonturas, problemas de sono, dores musculares e até resfriados, por exemplo.

Um cansaço devastador revela falta absoluta de energia. Todas as reservas estão esgotadas. No trabalho, a pessoa, liga o “piloto automático”. No lugar da motivação, surgem irritação, falta de concentração, desânimo, sensação de fracasso ou de que está fazendo algo sem sentido.

O rendimento diminui, o doente enfrenta maior risco de erros e acidentes de carro, por exemplo, diante da desatenção e da imprudência. Na vida pessoal também há perdas, especialmente na relação com os colegas e amigos.

Um relatório feito com base em 20 mil entrevistas, o Medscape Physician Lifestyle Report 2015, divulgado em janeiro do ano passado, concluiu que 46% dos médicos dos Estados Unidos têm burnout. Em 2013, a taxa era de 40%.

As mulheres, principalmente as que são mães, também estão na lista das mais afetadas. Uma das razões é a expectativa de que as elas realizem, além das suas funções, também o serviço “doméstico” do escritório, como atender telefone, tomar notas, servir café e organizar festas, sem serem recompensadas por isso. Incapaz de dizer não, ela abraça mais obrigações, até chegar ao ponto crítico da síndrome do burnout.

São onze os estágios de Burnout:

1- Dedicação intensificada – com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho e a qualquer hora do dia (imediatismo);

2- Descaso com as necessidades pessoais – comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;

3- Evitar conflitos – o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;

4- Reinterpretação dos valores – isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da autoestima é o trabalho;

5- Negação de problemas – nessa fase os outros são completamente desvalorizados, tidos como incapazes ou com desempenho abaixo do seu. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;

6- Recolhimento e aversão a reuniões (recusa à socialização; evitar o diálogo e dar prioridade aos e-mails, mensagens, recados etc);

7- Mudanças evidentes de comportamento (dificuldade de aceitar certas brincadeiras com bom senso e bom humor);

8- Despersonalização (momentos de confusão mental onde a pessoa não sente seu corpo como habitualmente. Pode se sentir flutuando ao ir ao trabalho, tem a percepção de que não controla o que diz ou que fala, não se reconhece);

9- Vazio interior e sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante;

10- Depressão – marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;

11- E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência.

Os hormônios liberados nos ataques de ira (como o cortisol, produzido na suprarrenal) ampliam o risco de diabetes, cardiopatias, doenças autoimunes, crises de pânico e depressão. Por último, instala-se o esgotamento total.

Os sintomas são variados: fortes dores de cabeça, tonturas, tremores, muita falta de ar, oscilações de humor, distúrbios do sono, dificuldade de concentração e problemas digestivos. Há fraqueza, dores musculares e de cabeça, náuseas, alergias, queda de cabelo, distúrbios do sono, maior suscetibilidade a gripes e diminuição do desejo sexual; 91% relataram desesperança, solidão, raiva, impaciência e depressão; 85% citaram raciocínio lento, memória alterada e baixa autoestima.

Porém, para fazer o diagnóstico a melhor forma é ir com uma pessoa próxima a um psicólogo ou psiquiatra para que sejam discutidos os sintomas, identificado o problema e orientado um tratamento.

Para evitar a doença e tratá-la deve seguir algumas dicas:

Abandone o lema “Meu nome é trabalho”.  Diversifique as fontes de gratificação e descubra seus hábitos de prazer. Leia mais, vá ao cinema, curta os amigos e os pets.

Faça uma avaliação sobre custo e benefício: o que a atraiu nesse emprego e a mantém aí? A possibilidade de ajudar as pessoas? O salário? Seja qual for a motivação, focalize no que é positivo em vez de olhar os aspectos negativos que, em geral, são muitos.

Restabeleça contatos profissionais. Faça networking, procure novas chances no mercado ou em outro setor da empresa se o que você faz, no momento, significa exaustão.

Atenção aos sinais emitidos por seu corpo. A exaustão pode ser sintoma de várias doenças, de anemia a distúrbios da tireoide. Na dúvida, consulte um médico. Se for stress, procure desacelerar o ritmo e faça uma coisa de cada vez.

Cuide de seu estilo de vida. Alimente-se bem, em horários regulares, sem exagerar no álcool e na cafeína. Durma o necessário para acordar reanimado. Inclua exercícios físicos na rotina. Eles ativam a circulação, estimulam o metabolismo, energizam e ajudam a administrar o stress.

Conte com o apoio da família, dos amigos ou de uma prática espiritual.

Lembre-se de que quem comanda sua vida é VOCÊ!!! Se não está satisfeito com alguma coisa ou com o seu trabalho, tome uma providência, converse, exponha as dificuldades e tente melhorar a situação; se for o caso procure outro emprego.

Faça a seguinte pergunta a si mesmo: eu daria minha vida pelo meu trabalho?? Se a resposta for “não” e você sentir que o que está fazendo está “sugando” toda a sua vitalidade, sua família, amigos e sua felicidade, está na hora de mudar. E apenas VOCÊ pode fazer isso.

 

 

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5 dicas para emagrecimento saudável e sem sacrifícios

1 – Faça o que fizer, não use produtos “detox” para emagrecer

Tenha cuidado com os produtos que prometem a perda de peso após uma “desintoxicação de 7 dias” ou uma “limpeza intestinal de 30 dias”. Esses produtos são máquinas de vendas mas a melhor maneira de “desintoxicar” o organismo é não se intoxicando. Mantenha uma dieta balanceada e saudável para manter o organismo limpo e funcionando corretamente. Cuide bem do seu fígado e rins: eles são os melhores eliminadores de toxinas que você pode ter!! Você pode até emagrecer usando esses produtos pois na maioria das vezes são pouco calóricos, mas não tem todos os nutrientes necessários para uma boa alimentação e uma dieta baseada nestes produtos pode te fazer perder massa muscular por deficiência de proteínas. Os alimentos ou sucos detox são saudáveis, ricos em fibras e vitaminas, mas não devem ser utilizados como dieta base para emagrecimento e sim como complemento.

2 – Não tenha junk food (“comida lixo”) em casa

Faça isso para que, se você quiser comer “besteiras”, você precise realmente sair do seu caminho para obtê-las.
A verdade é que vamos comer o que tivermos à mão. Se tivermos alimentos calóricos de fácil acesso, comeremos. Se tivermos comidas deliciosas, naturais, minimamente processadas, nós comeremos. Nós não temos que ser disciplinados o tempo todo, só temos que ser disciplinados uma hora por semana, que é quando vamos fazer as compras. Somos preguiçosos por natureza e comemos o que está mais fácil. Não ter doces em casa é uma ótima maneira de tirá-los da nossa dieta.

3 – Se comprometa a fazer pelo menos uma refeição mais saudável

Tenho muitos pacientes que desejam fazer tudo de uma só vez. Isso funciona para algumas pessoas, mas a maioria precisa começar com apenas uma refeição saudável. Pergunte a si mesmo: “Qual é a refeição que terá o maior impacto se eu mudar?” E comece lá.

O café da manhã geralmente é o mais fácil de mudar porque a maioria das pessoas está pulando o desjejum ou comendo besteiras apenas porque é mais rápido ou por conveniência. A maneira mais simples de mudar é garantir que você esteja obtendo um equilíbrio de proteína, gordura e carboidratos. Um par de ovos inteiros (não fritos) lhe dará sua proteína e gordura boa. Adicione um pedaço de fruta ou meia xícara de batata doce para ter alguns carboidratos saudáveis e aumentar a energia logo de manhã.
Se a sua pior refeição do dia é o jantar ou o almoço, comece corrigindo esta refeição e com o tempo melhore a qualidade das demais. Mudanças radicais diminuem o tempo médio que as pessoas conseguem se manter em dieta.

4 – Mude suas rotinas

Pare de facilitar para você mesmo e querer sempre estar mais perto de tudo, chegar mais rápido em todos os lugares. Estacione mais longe no shopping, no trabalho… pare usar escadas rolantes e elevadores para subir menos de 5 andares e use as escadas comuns. Em trajetos curtos vá a pé!! Andando a pé descobrimos lugares, pessoas e sensações que não percebemos andando de carro, até a paisagem de lugares por onde passamos todos os dias fica diferente a pé e podemos aprender muito.

5 – Não faça de nenhum alimento “PROIBIDO”

Quando um alimento é proibido ele se torna muito mais atraente. E se a culpa está envolvida e você acabou comendo esse alimento, a desculpa “agora que já estraguei a dieta vou comer tudo mesmo e não tô nem aí!!” aparece e acaba com sua disciplina alimentar.

Em vez disso, se dê permissão para obter prazer com a comida desejada em algumas poucas refeições. Certifique-se de que você está aproveitando a refeição e que não está comendo algo calórico ou gorduroso apenas porque está disponível. Faça as melhores escolhas entre os alimentos disponíveis.

Seguindo esses simples passos você ficará aos poucos mais saudável e as mudanças mais constantes na sua vida!!

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Nunca desista sem tentar!!!

Quando tentar algo novo, desconhecido, não tente adivinhar os resultados, não se assuste com os obstáculos porque com certeza estarão lá. Nunca cometa esses 3 erros…

1 – Desistir antes de tentar: se qualquer outra pessoa consegue, eu também consigo

2 – Não se aconselhe com quem está no mesmo nível que você e sim com quem está onde você quer chegar

3 – Nunca desista na primeira frustração, na primeira dor, no primeiro obstáculo

Desafie-se sempre, estude, se desenvolva, não tenha medo de tentar.

Se seu objetivo não foi alcançado é porque você ainda não falhou o suficiente. 

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