Síndrome de Burnout

Você está sem forças? Nada o alegra? Infelizmente pode tratar-se de um problema comum nos dias de hoje e que tem até nome: síndrome de esgotamento ou BURNOUT — ou “queimado” numa tradução livre. A boa notícia é a de que é possível combater esse problema.

A síndrome de burnout é caracterizada por um estado de exaustão física, emocional ou mental que surge devido ao acúmulo de estresse no trabalho, sendo, por isso, muito comum em profissionais que têm que lidar com pressão e responsabilidade constante, como os professores, médicos, policiais ou enfermeiros, por exemplo.

Outros sinais frequentes da síndrome de burnout incluem demorar muito tempo em realizar as tarefas profissionais, assim como faltar ou chegar atrasado muitas vezes ao trabalho. Além disso, quando se tira férias é comum não se sentir prazer durante esse período, voltando para o trabalho com a sensação de ainda estar cansado.

Embora os sintomas mais comuns sejam psicológicos, pessoas que estão sofrendo com síndrome de burnout também podem sofrer frequentemente com dores de cabeça, palpitações, tonturas, problemas de sono, dores musculares e até resfriados, por exemplo.

Um cansaço devastador revela falta absoluta de energia. Todas as reservas estão esgotadas. No trabalho, a pessoa, liga o “piloto automático”. No lugar da motivação, surgem irritação, falta de concentração, desânimo, sensação de fracasso ou de que está fazendo algo sem sentido.

O rendimento diminui, o doente enfrenta maior risco de erros e acidentes de carro, por exemplo, diante da desatenção e da imprudência. Na vida pessoal também há perdas, especialmente na relação com os colegas e amigos.

Um relatório feito com base em 20 mil entrevistas, o Medscape Physician Lifestyle Report 2015, divulgado em janeiro do ano passado, concluiu que 46% dos médicos dos Estados Unidos têm burnout. Em 2013, a taxa era de 40%.

As mulheres, principalmente as que são mães, também estão na lista das mais afetadas. Uma das razões é a expectativa de que as elas realizem, além das suas funções, também o serviço “doméstico” do escritório, como atender telefone, tomar notas, servir café e organizar festas, sem serem recompensadas por isso. Incapaz de dizer não, ela abraça mais obrigações, até chegar ao ponto crítico da síndrome do burnout.

São onze os estágios de Burnout:

1- Dedicação intensificada – com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho e a qualquer hora do dia (imediatismo);

2- Descaso com as necessidades pessoais – comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;

3- Evitar conflitos – o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;

4- Reinterpretação dos valores – isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da autoestima é o trabalho;

5- Negação de problemas – nessa fase os outros são completamente desvalorizados, tidos como incapazes ou com desempenho abaixo do seu. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;

6- Recolhimento e aversão a reuniões (recusa à socialização; evitar o diálogo e dar prioridade aos e-mails, mensagens, recados etc);

7- Mudanças evidentes de comportamento (dificuldade de aceitar certas brincadeiras com bom senso e bom humor);

8- Despersonalização (momentos de confusão mental onde a pessoa não sente seu corpo como habitualmente. Pode se sentir flutuando ao ir ao trabalho, tem a percepção de que não controla o que diz ou que fala, não se reconhece);

9- Vazio interior e sensação de que tudo é complicado, difícil e desgastante;

10- Depressão – marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;

11- E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência.

Os hormônios liberados nos ataques de ira (como o cortisol, produzido na suprarrenal) ampliam o risco de diabetes, cardiopatias, doenças autoimunes, crises de pânico e depressão. Por último, instala-se o esgotamento total.

Os sintomas são variados: fortes dores de cabeça, tonturas, tremores, muita falta de ar, oscilações de humor, distúrbios do sono, dificuldade de concentração e problemas digestivos. Há fraqueza, dores musculares e de cabeça, náuseas, alergias, queda de cabelo, distúrbios do sono, maior suscetibilidade a gripes e diminuição do desejo sexual; 91% relataram desesperança, solidão, raiva, impaciência e depressão; 85% citaram raciocínio lento, memória alterada e baixa autoestima.

Porém, para fazer o diagnóstico a melhor forma é ir com uma pessoa próxima a um psicólogo ou psiquiatra para que sejam discutidos os sintomas, identificado o problema e orientado um tratamento.

Para evitar a doença e tratá-la deve seguir algumas dicas:

Abandone o lema “Meu nome é trabalho”.  Diversifique as fontes de gratificação e descubra seus hábitos de prazer. Leia mais, vá ao cinema, curta os amigos e os pets.

Faça uma avaliação sobre custo e benefício: o que a atraiu nesse emprego e a mantém aí? A possibilidade de ajudar as pessoas? O salário? Seja qual for a motivação, focalize no que é positivo em vez de olhar os aspectos negativos que, em geral, são muitos.

Restabeleça contatos profissionais. Faça networking, procure novas chances no mercado ou em outro setor da empresa se o que você faz, no momento, significa exaustão.

Atenção aos sinais emitidos por seu corpo. A exaustão pode ser sintoma de várias doenças, de anemia a distúrbios da tireoide. Na dúvida, consulte um médico. Se for stress, procure desacelerar o ritmo e faça uma coisa de cada vez.

Cuide de seu estilo de vida. Alimente-se bem, em horários regulares, sem exagerar no álcool e na cafeína. Durma o necessário para acordar reanimado. Inclua exercícios físicos na rotina. Eles ativam a circulação, estimulam o metabolismo, energizam e ajudam a administrar o stress.

Conte com o apoio da família, dos amigos ou de uma prática espiritual.

Lembre-se de que quem comanda sua vida é VOCÊ!!! Se não está satisfeito com alguma coisa ou com o seu trabalho, tome uma providência, converse, exponha as dificuldades e tente melhorar a situação; se for o caso procure outro emprego.

Faça a seguinte pergunta a si mesmo: eu daria minha vida pelo meu trabalho?? Se a resposta for “não” e você sentir que o que está fazendo está “sugando” toda a sua vitalidade, sua família, amigos e sua felicidade, está na hora de mudar. E apenas VOCÊ pode fazer isso.

 

 

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